Por qual árvore espero, de Eileen Myles

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Edição bilíngue
Organização: Mariana Ruggieri
Apresentaçaõ: Bruna Beber
Tradução: Mariana Ruggieri, Camila Assad, Cesare Rodrigues

Faz pouco mais de quarenta anos que tudo pode acontecer na poesia de Eileen Myles. A inapreensão é a substância de seus versos, partícula por partícula escorregando no núcleo de uma imagem. Depois outra, num movimento reverso, se forma a partir das margens e toma esse núcleo por inundação. Dentro de um único poema é possível percorrer inúmeros trajetos paralelos entre a margem e o núcleo, e perder-se numa sequência de esquinas atulhadas que se intercalam entre o acidente e a pausa. Assim, a poética de Eileen faz revezamento com ela mesma, não para se superar, cruzar a faixa, mas para continuar seu caminho. O que é mais prazeroso do que poemas que parecem ter sido escritos em movimento?

-Bruna Beber
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