Sobre Ética e Psicanálise, Maria Rita Kehl

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Há pelo menos duas maneiras de abordar as relações entre a psicanálise e a ética. A primeira, como uma
ética da psicanálise, no sentido de uma ética profissional, assim como se fala em ética médica, ética jornalística etc. A segunda refere-se às implicações éticas do advento da psicanálise no Ocidente, como um pensamento e uma prática questionadores dos pressupostos éticos tradicionais, que, de fato, já não se sustentavam como orientadores da ação moral nas sociedades do final do século XIX. A psicanálise não surgiu como proposta de uma “nova ética” para o mundo moderno. No entanto, a virada freudiana abalou profundamente algumas convicções a respeito das relações do homem com o Bem, exigindo que se repensassem os fundamentos éticos do laço social a partir da descoberta das determinações inconscientes da ação humana. Há uma crise ética em curso no mundo. Ela não surgiu na virada do milênio: há uma origem e uma história. Mas, hoje, ela produz sintomas sociais alarmantes, em decorrência dos quais a sociedade vem reconhecendo, explicitamente, a necessidade de encontrar respostas para eles. Em princípio, eu situaria essa crise ética em duas vertentes principais: uma diz respeito ao reconhecimento da lei, a outra, à desmoralização do código.
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