A Planta Do Mundo

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Humanos são como bananas: emitem radioatividade. De leve. Humanos são como bananeiras: nenhuma das duas espécies pode ser classificada como árvore. Com este livro, ficamos sabendo que árvores são muito mais do que pensávamos: elas conversam pelas raízes, por baixo do solo, com a assistência das vidas miúdas; são seres que um dia já serviram de símbolo de revoluções, segredo a céu aberto, comunicando uma mensagem para os entendidos; são elas que podem traduzir em seus corpos taludos as mudanças que ocorrem no regime das chuvas e na superfície do Sol. O que são as árvores? São as criaturas que doaram a própria vida para que você pudesse ter este objeto em mãos. Um minuto de silêncio pelos eucaliptos anônimos transformados em papel. O mundo é das plantas, esses seres silenciosos, companhia discreta: representam 85% da biomassa do planeta. Ser bicho é exceção: todas as espécies somadas dão apenas 0,3% do total. Neste livro de crônicas botânicas, vemos as vidas vegetais assumirem o centro das histórias. Lemos sobre o futuro verde das cidades grandes e os abetos do século xviii que cresceram em condições perfeitas para virarem violinos estradivários; ou um capítulo longo e divertido sobre as bananas, sua inaptidão psicotrópica e o coeficiente de escorregamento de suas cascas. Nessas crônicas, árvores dão a chave para a solução de um crime e criam vínculos entre cidadezinhas do interior e a ida do homem à Lua. Stefano Mancuso é alguém que gosta de plantas. Mas gosta de gente também. Em cada um desses textos, os seres humanos são vistos zanzando em torno das plantas. Elas são o centro de convergência para pessoas interessantes: um senhor num sebo, um japonês num boteco, uma professora que envia um e-mail à Nasa. Este é, no fim das contas, um livro sobre a criatividade – a das plantas, a nossa – diante do fim de mundo em que estamos e provocamos. Mancuso fundou, dentro da botânica, o ramo da neurobiologia vegetal, para que se pudesse pensar a sério em como pensam as plantas. Não que elas tenham cérebros – ter a cabeça pesada é uma prerrogativa nossa. Entre raiz e folha, no entanto, correm soluções que ainda não nos ocorreram, e Mancuso as traduz para nós. Escreve com o otimismo dos desconfiados que conseguiram enxergar uma saída. SOFIA NESTROVSKI
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