Nós, o outro, o distante - Marisa Flórido Cesar

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Desde o final dos anos 90, de norte a sul do Brasil, em projetos coletivos ou individuais, os artistas ousaram redesenhar a geografia das artes colocando as periferias em contato, descentralizando seu circuito. Comunicando-se pelas redes eletrônicas, cruzando ágora e ciberespaço, expandia-se uma produção que se fazia muitas vezes ao largo do circuito institucional e fora do espaço expositivo convencional: nas ruas das cidades e nos espaços gerenciados por artistas.

Na contaminação entre arte, política, pensamento e afeto, interrogando o esgotamento de seus repertórios, buscando meios de rearticular seus domínios, os artistas enfrentavam as fraturas do mundo, seus limites exauridos, a fluidez e o conflito das fronteiras, as esquivas de seus horizontes – não sem equívocos e ambiguidades de fundo; não sem receberem críticas contundentes e aclamadas celebrações. Mas se sentiram urgência em ir às ruas era para ir de encontro a esses outros a quem a arte se endereça, para interrogar esse nós obscuro e indistinto, para entender a frágil trama que liga as diferenças, o complexo aprendizado das vizinhanças.

Nós, o outro e a distância que os intermediava perdem desenhos precisos e encaram seus estranhamentos: do outro distante e próximo, do mesmo retirado, de uma dimensão do comum problemática e difícil, talvez impossível, talvez impensada. Pois algo se passa nos limites do que conhecíamos como homem e mundo: é preciso reinventá-los. Como fazê-lo? Eis a difícil, exaustiva e incessante interrogação. A humanidade é também a incógnita destes tempos em que se debatem fundamentalismos e dúvidas, eleições e desastres.

Este livro, fruto de anos de estudos da crítica de arte Marisa Flórido Cesar, atualiza tais questões - de fundamental importância para a compreensão da arte e do mundo de hoje - para o contexto da arte brasileira, em si única em sua contribuição para a contemporaneidade.
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