A família Mandible (2029-2047), de Lionel Shriver

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O ano é 2029. Uma guerra fria de escala mundial reestrutura a ordem socioeconômica do planeta, criando novos eixos de poder. A União Europeia se desfaz, a China enfim é alçada ao posto de maior potência global e o longo período de prosperidade dos Estados Unidos chega ao fim. Da noite para o dia, o dólar despenca e, além do valor, perde também seu prestígio: uma nova moeda internacional, o bancor, chega para substituí-lo. Florence Mandible sofre as consequências desse cenário como uma típica representante da classe média. Uma cabeça de repolho passa a custar 20 dólares, o racionamento de água torna-se padrão e o ritual matinal não inclui mais café — a mudança climática arruinou as safras — nem jornais, já que todos deixaram de existir. Sem escolha a não ser acolher os familiares sob seu teto — parentes que, assim como ela, dependem da herança do saudável patriarca da família, Douglas Mandible, de 97 anos —, Florence logo se torna responsável pela administração de um ecossistema familiar muito frágil, suscetível às mais dramáticas pulsões da natureza humana — furto, alcoolismo e abandono de incapazes. Em A família Mandible: 2029-2047, Shriver narra os percalços desse típico clã norte-americano moderno e, como a guia experiente de um safári humano, conduz o leitor por detalhes muito íntimos da psique de seus personagens. Ambientada em um futuro que já se vê dobrando a esquina, a saga dos Mandible é o retrato de um apocalipse menos catastrófico, mas igualmente perturbador: a completa ruína financeira.
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