2020, o ano que não começou - Org. de Marcelo Nocelli

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Depois de quase um ano em isolamento, apesar das festas clandestinas, apesar da negação do presidente e seus apoiadores, apesar da falta de oxigênio nos hospitais, apesar da morte cada vez mais perto de todos nós, é cada vez mais difícil se manter isolado. As pessoas precisam voltar ao trabalho, se locomover, viver e, com isso, involuntariamente, voltar a proliferar o vírus. E esse período da história, em que estamos inseridos, que os textos deste livro: contos, crônicas, ensaios e poemas registra, das mais variadas formas, seja pela ficção, seja pelo relato de um real-surreal. Um período complexo demais para ser apreendido em uma só visão. Com a participação destes 40 autores, esperamos não ter realizado apenas um relato dos fatos, mas também a reconstituição de sonhos, do imaginário, das mentalidades, dos sentimentos, do clima e do comportamento destes tempos tão sombrios e ainda tão vivos em todos nós, neste momento. 40 escritores que não perdoarão a falta de políticas públicas na tentativa de contenção do vírus, por conta de ideologias ultrapassadas de um presidente facínora. E, ainda que de uma forma adaptada para os tempos de hoje, como disse Zuenir Ventura, na introdução de seu 1968, o ano que não terminou: “O conteúdo moral e a melhor herança que a geração de 2020 poderia deixar para um pais cada vez mais governado pela falta de memória e pela ausência de ética”. Este livro é resultado das campanhas de financiamento coletivo da Editora Reformatório e da Blooks Livraria. Todos os textos foram cedidos pelos autores, em apoio a estas campanhas, contribuindo também, dessa forma, com um registro literário de um ano tão conturbado. Mas esta é, também, uma das funções de um livro.
 
Brasil, ano de 2020. É esse período da história, em que estamos inseridos, que os textos deste livro; contos, crônicas, ensaios e poemas registra, das mais variadas formas, seja pela ficção, seja pelo relato de um real-surreal. Um período complexo demais para ser aprendido em uma só visão. Com a participação destes 41 autores, esperamos não ter realizado apenas um relato dos fatos, mas também a reconstituição de sonhos, do imaginário, das mentalidades, dos sentimentos, do clima e do comportamento destes tempos tão sombrios e ainda tão vivos em todos nós, neste momento. 41 escritores que não perdoarão a falta de políticas públicas na tentativa de contenção do vírus, por conta de ideologias ultrapassadas de um presidente facínora. E, ainda que de uma forma adaptada para os tempos de hoje, como disse Zuenir Ventura, na introdução de seu 1968, o ano que não terminou: “O conteúdo moral é a melhor herança que a geração de 2020 poderia deixar para um país cada vez mais governado pela falta de memória e pela ausência de ética. ”

Autores participantes e seus textos:
Sai da beira – Américo Paim
Festa clandestina – Andrea Del Fuego
O eco de Bérgamo – Antonio Martinelli
O anjo exterminador – Antonio Porkrywiecki
Les amants – Carlos La Paiva
2020, o ano do rato que o vírus roeu – Cássia Penteado
Tripulando o foguete do tempo – Celina Moraes
Três mil horas e adeus – Debs Monteiro
Os ausentes – Eduardo Cassus
Continuidade das fugas – Eliane França
Quaresmal – Ernane Catroli
O cofre da tia – Flávio Ulhoa Coelho
Selva – João Anzanello Carrascoza
Laços – Larissa Thatyana
A flor que falava – Luciana Paulistano
Conto é aquilo que eu chamar de coentro – Marcelino Freire
O médico e o monstro – Marcelo Nocelli
Paralelas – Marcelo Pagliosa
Bivar – Márcio Menezes
Médias móveis – Marcos Kirst
A fenda – Maria Isabel Gonçalves
Dentro e fora do alçapão – Mário Rodrigues
2020 (O ano que não começou) – Mônica Dantas Paulo
Às escuras – Nilma Lacerda
A morte não facilita a vida da gente – Paola Prestes
Resquícios – Paula Akkari
Depois de um sono bom – Paulo Moraes
A hecatombe e a liga da justiça – Paulo Palado
Narração na segunda pessoa – Paulo Scott
Uma Carolina – Rafael Zveiter
Fim do mundo – Ralfe Gomes Ecard
Para quem o cometa virá? – Rennan Martens
Eles disseram – Rita de Podestá
M – Roberto M. Socorro
Retiro – Roberto Soares
Elegia (Novo?) milênio – Roger de Andrade
João Pedro – Sacolinha
Luísa e a descoberta do amor – Silvia Lobo
Por enquanto ainda não – Suzana Montoro
Berlim, sol e pedra – Tomas Rosenfeld
xxvi – Whisner Fraga
Veja também