O Alienista, de Machado de Assis

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Conto ou novela? Realismo ou alegoria? Razão ou insensatez? Em O alienista, de Machado de Assis, obra-prima da prosa brasileira, um médico estudioso do juízo humano inaugura um hospício em Itaguaí, a infame Casa Verde, “bastilha da razão humana”. Após internar compulsoriamente quase todos os cidadãos da pacata cidade, o médico decide, por fim, liberá-los e internar-se a si mesmo. Publicado originalmente em 1882, o texto trata do território subjetivo entre a sanidade e a loucura, e reflete e escancara a fragilidade do conceito de normalidade. Afinal, nem um gênio conseguiria definir o que é normal.A leitura de O alienista nesta edição é ilustrada pela obra de Rivane Neuenschwander, composta de bonecos feitos com garrafas de vidro, tecido e papel machê, que arremessa as personagens da trama machadiana para o contexto atual, criando uma “ficção dentro da ficção” que nos convoca a refletir sobre a irracionalidade e um despautério de grandeza nacional. As livres associações entre a obra literária do século XIX e a obra visual homônima do século XXI, reverberam o pulso contemporâneo da história original: cobiça de poder, interesses políticos, dogmas religiosos, crendices. No meio do caminho, imprime-se o humor que é espingarda de cano duplo, ferramenta autoral que produz prazer enquanto denuncia uma realidade absurda que se estabelece.“A edição que o leitor tem agora em mãos, ilustrada com imagens da artista Rivane Neuenschwander em sua obra homônima, traz à tona a atualidade política do conto no Brasil contemporâneo, no qual desmandos e absurdos como o terraplanismo e a negação da ciência se encontram em aterradora sintonia com o populismo e o conservadorismo mundiais deste primeiro quarto do século XXI.”

Do prefácio de Elton Corbanezi e Laymert Garcia dos Santos. Sobre Machado de Assis:Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839.
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