Os invisíveis do teatro, de Jorge Ferreira Silva

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Jorge Ferreira Silva é cenotécnico (profissional responsável pela construção de cenários de teatro). Nasceu em Montevidéu, Uruguai e viveu em Cardona, uma cidade do interior, por 21 anos. Chegou ao Brasil no início de 1975. Iniciou seu trabalho como ajudante de maquinista no Teatro 13 de Maio, e no mesmo ano começou a trabalhar no Teatro Municipal de São Paulo, onde permaneceu até 1979, atuando como maquinista das Tem- poradas Líricas. Depois de dois anos aprendendo com diversos mestres, em 1980 começa a trabalhar por conta própria, em parceria com um patrício, Walter Emilio. Foi idealizador de uma cooperativa de técnicos de teatro, implantada no ano de 1983. Nesse período, dá início a uma pesquisa para transformar os métodos de construção dos elementos básicos da cenografia, especificamente de praticáveis. Em 1987, é contemplado com o prêmio Apetesp, na categoria de cenotécnico de teatro adulto, pela execução do cenário de O Pássaro do Poente, do Grupo Ponkã. Em 1993, recebe o mesmo prêmio na categoria infantil pela construção do cenário de O Saci, de Vladimir Capella. Em 1999, participa da Quadrie- nal de Praga, convidado pelo cenógrafo Márcio Tadeu, que foi um dos cenógrafos participantes represen- tando o Brasil. Desde o ano 2000 mantém uma sociedade com o reconhecido ceno- técnico Denis Nascimento, na em- presa Jorge e Denis Produções Ceno- gráficas. Atualmente prepara uma obra técnica para divulgar os resultados das pesquisas que vem realizando ao longo de seus 45 anos de profissão.
 
A maioria dos relatos é de peças de teatro nas quais trabalhei ajudando na execução dos cenários, ou como responsável pela sua construção. Mas, há também relatos de alguns espetáculos dos quais gostei muito quando assisti e guardei o programa com o nome dos integrantes, muitos deles meus colegas de trabalho. Vou até onde minha memória alcança, relatando diferentes situações, momentos engraçados, tensos, solidários e todo tipo de contos de pescador. Encontraremos inúmeras “figuras”, pessoas que sempre se movimentaram num espaço de trabalho que exige criatividade, constante improviso, no bom sentido da palavra, do qual Brasil não tem carência. Gente alegre, porque trabalhar com arte nos permite a liber- dade de trabalhar com alegria, sem a rotina que tanto fadiga milhares de operários em tudo quanto é lugar deste planeta. Também somos irreverentes, quase piratas.

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