A longa noite de Cristal, de Oduvaldo Vianna Filho

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Cristal é o apelido de Celso Almeida Gagliano, locutor radiofônico que no passado se tornara famoso por seu timbre cristalino de voz. Trabalhando agora como apresentador de um telejornal, ele é incapaz de compreender as pressões do regime militar sofridas por seu colega Murilo, chefe do Departamento de Pesquisa da emissora. Apegado ao sistema de trabalho vigente nos tempos pioneiros do rádio, quando furos de reportagem eram dados com base em fatos testemunhados individualmente e in loco pelos jornalistas, Cristal noticia no ar um acontecimento que presenciara e que, embora verdadeiro, contraria os interesses dos patrocinadores. Assim, a crise desencadeada na emissora será também, para ele, uma crise existencial que o colocará diante de vários enfrentamentos. Por meio de elipses de tempo e de espaço, A longa noite de Cristal, de 1969, aborda em chave crítica o papel da televisão, já então transformada no principal veículo de comunicação de massas do país. No ano de sua estreia, a peça ganhou Prêmio Coroa de Teatro por concurso e, em 1970, o Prêmio Molière (SP) — Melhor peça do ano. A edição da Temporal traz, assim como os títulos anteriores (Rasga coração e Papa Highirte) da coleção, apresentação e posfácio da professora e pesquisadora Maria Sílvia Betti (org.), fotos, fichas técnicas das montagens da peça e sugestões de leitura a respeito da obra de Oduvaldo Vianna Filho.
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