A menina da montanha, de Tara Westover

R$ 44,90
. Comprar  
Tara Westover tinha 17 anos quando pisou pela primeira vez numa escola. Criada nas montanhas de Idaho, nos Estados Unidos, ela cresceu preparada para enfrentar o fim do mundo. Sua casa era praticamente um abrigo antiaéreo com estoque de comida. Tara também nunca foi a um médico. A família vivia totalmente isolada da sociedade, sem ninguém para oferecer uma educação formal, ou para proteger a jovem dos ataques violentos de um irmão mais velho. Quando um dos irmãos da jovem conseguiu chegar à universidade e trouxe notícias da vida além das montanhas, Tara decidiu tentar um novo estilo de vida. Ela aprendeu, de forma autodidata, matemática, gramática e ciência, e conseguiu chegar à universidade, onde estudou psicologia, política, filosofia e história. Sua busca por conhecimento a transformou e a levou para Harvard e Cambridge. A trajetória de superação de Tara é contada em A menina da montanha, um dos mais aclamados lançamentos do ano. Narrado com ritmo e fôlego de romance, o relato autobiográfico ocupa os primeiros lugares da concorrida lista dos mais vendidos do The New York Times desde o lançamento, acaba de ser eleito o livro do ano de 2018 pela Amazon e já figura entre as principais listas dos mais vendidos do Reino Unido, Canadá, Itália e Irlanda, países onde foi lançado. A menina da montanha é uma história em duas partes. Na primeira, Tara Westover conta a história de sua infância nas montanhas de Idaho, nos Estados Unidos. Sua família era mórmon, seus pais justificavam suas atitudes segundo a vontade de Deus e ela cresceu esperando o fim do mundo, longe da escola, vendo seu pai construir um abrigo subterrâneo, estocar conservas de pêssego e enterrar galões de gasolina, que deveriam garantir a sobrevivência depois do colapso final. Na segunda, Tara conquista algo que nunca achou possível: chegar à faculdade. Aos 17 anos, autodidata, ela começa a trilhar uma bem-sucedida trajetória acadêmica, que a levou ao doutorado e a cursar instituições de prestígio como Cambridge e Harvard. Duas partes que parecem, a princípio, absolutamente opostas, mas que constituem etapas de uma mesma história. Durante a infância e a adolescência, Tara estava acostumada a ouvir os sermões do pai, contra o governo; às escolas, que produziam uma lavagem cerebral; aos hospitais, lugares para pessoas sem fé, e sobre a vontade de Deus. A rotina era dura, a mãe produzia óleos essenciais, trabalhava como parteira e era responsável pelo abastecimento da cozinha. Tara e os seis irmãos precisavam ajudar os pais nas duras tarefas da casa e ainda existia Shawn, o irmão violento que a espancava constantemente. O destino parecia traçado: ela se casaria, teria uma penca de filhos e levaria a vida mais ou menos como sua mãe fazia. Tyler, um dos seus irmãos, foi o primeiro a querer mudar o destino. Ele comprou livros, estudou sozinho e conseguiu ser admitido em uma universidade. Incentivada por ele, Tara fez o mesmo. Fora do domínio da família, ela se deparou com muito mais do que os livros podiam ensinar. Viu que nem tudo era indecente, que as mulheres poderiam ter uma ambição diferente de casar, ter filhos e obedecer ao marido e que o fim do mundo talvez não estivesse tão próximo assim. Durante uma pesquisa de psicologia, descobriu algo aterrador, que o pai deveria ser portador de um transtorno bipolar e que as histórias que ela sempre acreditou eram fruto de uma mente perturbada. A menina da montanha é uma trama surpreendente, que parece inventada por uma mente criativa, mas é a história de vida da própria autora. Para ela, sua trajetória é a prova do poder transformador da educação.
• Prazo para postagem:
Veja também