De Caçadores de Cabeça a Índios Urbanos - A Saga dos Índios Munduruku

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Os Munduruku constituem uma sociedade indígena da Amazônia brasileira, tendo ocupado a região entre os rios Madeira e Tapajós, afluentes ao sul do rio Amazonas, e feito parte da sua história, como a conhecemos, desde o século XVIII, quando estabeleceram contatos pacíficos com os colonos que habitavam aquela região. Conhecida por sua invulgar belicosidade, ímpar em toda a história Amazônica, os Munduruku – a quem se atribui o extermínio de várias etnias indígenas - após o estabelecimento de relações pacíficas com os colonizadores viram-se envolvidos e explorados, tendo em vista a aquisição de produtos industrializados, por diferentes braços coloniais: as tropas governamentais, os seringueiros, os regatões (comerciantes embarcados) e os missionários. Tendo aceitado uma “declaração de paz” que violentava toda a sua tradição, sintonizada com a atividade guerreira, os Munduruku romperam abruptamente com seu passado e sua história. Impossibilitada de praticar a guerra e, consequentemente, de capturar cabeças de inimigos, as quais davam sentido a sua vida, a “nova” sociedade indígena, ainda que tenha produzido lideranças aptas ao contato com o mundo exterior, deixou de pautar-se por um modelo tradicional de poder, autoridade e liderança. Nesse movimento, tem buscado novos padrões para a reconstrução da sua identidade, que antes se alicerçava na atividade guerreira, símbolo máximo da cultura, da sociedade e do poder que a sociedade Munduruku sempre exibiu. Parcela significativa dos índios Munduruku da atualidade encontra-se vivendo em aldeias urbanas nas proximidades de povoados de origem não indígena, e mesmo em cidades como Itaituba e Jacareacanga. Nelas, os indígenas têm contato bastante estreito com a população regional e absorvem muitos aspectos da sua cultura, quer em termos informais – pela convivência cotidiana -, quer em termos formais - pelo ingresso em instituições do ensino e no mercado de trabalho.
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