A Roda da Vida

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Aparecido nunca quis contar à família sobre seu passado. Abandonado pela mãe ainda bebê na roda da Santa Casa da Misericórdia, passou a vida enfrentando o preconceito sobre sua condição de “enjeitado”. Seu segredo, porém, ficou guardado por muitos anos e registrado em uma misteriosa carta, que resolveu dar de presente ao seu neto Ricardo no aniversário de 15 anos do garoto. A mesma carta que mudou a vida de Aparecido iria, com a ajuda de seu neto, transformar o destino de toda a família.

Ainda pouco debatido no Brasil, o abandono parental atinge cerca de 47 mil crianças e adolescentes, que vivem em abrigos no território nacional, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O problema é atual, mas não é novo. Há mais de cinco séculos atrás, instituições de caridade (especialmente abadias, igrejas e centros de acolhimento) criaram um dispositivo que ficou conhecido como a Roda dos Expostos. Era uma portinhola giratória onde recém-nascidos podiam ser deixados pela mãe. Essas crianças eram postas para adoção, mas muitas delas passavam a infância inteira aos cuidados da instituição, até se tornarem independentes. É difícil dizer quando a roda surgiu: alguns arquivos apontam que a primeira foi fundada em Portugal, em 1498, enquanto outras fontes dizem que o método de acolhimento já era utilizado na Itália do século XIII.

Autor consagrado de livros infanto-juvenis, Manuel Filho aborda de forma inédita essa questão no livro A Roda da Vida, ilustrado por Guilherme Petreca e lançado pela Panda Books. A obra traz a história de Ricardo, um jovem de 15 anos que recebe de seu avô Aparecido uma carta que revela a verdadeira origem de sua família.
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