Yellow bastard, de Diogo Liberano

R$ 34,00
. Comprar  
Em YELLOW BASTARD, décima e mais recente criação da companhia, é uma ficção científica que busca afirmar o amor em tempos de ódio extremo. A peça, dirigida por Liberano e por Andrêas Gatto, conta a história de um advogado de quarenta e poucos anos que descobre, subitamente, ser um alienígena de pele completamente amarela. O monólogo é encenado por Márcio Machado e a proposta cênica é baseada no corpo e na expressividade do ator, buscando “uma atuação marcada pelo exagero, utilizando caricaturas e um tom cômico hiperbólico”, como explica Gatto. No livro, são apresentados lado a lado dois textos: a narrativa em prosa de Liberano e o texto dramaturgico, tal como é dito encenado pelo ator Márcio Machado, e assim apenas as palavras ditas estão em evidência, compondo um desenho próprio ao longo das páginas, oferecendo lacunas e vazios, fazendo com que cada palavra ganhe ainda mais importância e marque seu lugar exato no espaço.

“E riu sonoramente. Riu por décadas inteiras, ali, ancorado em poucas horas. E quanto mais ria, mais sua pele vibrava aquela traição amarela, provedora de outros mundos. Riu de sua inteligência suprema, de sua superioridade tão solitária, riu de cada curva feita, cada letra assinada, riu de seus medos mais mesquinhos, dos dinheiros, dos quilos de ternos e gravatas. Riu, por fim, de tudo aquilo que, em algum momento, o distanciou do único fato que agora o sustentava: ele sempre fora outro ou outra coisa. Sempre fora estranho, excessivo e excepcional. Ele, ouro puro. Pura praga. Descomunal.”

Sobre o autor: Diogo Liberano nasceu em 15 de outubro de 1987, em Vassouras, no Rio de Janeiro. É ator, diretor, dramaturgo e produtor teatral, graduado em Artes Cênicas: Direção Teatral, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde surgiu a sua companhia Teatro Inominável, em 2008. É mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena (PPGAC/UFRJ) e doutorando em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PPGLCC/PUC-Rio), além de professor da Faculdade CAL de Artes Cênicas e coordenador do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI. Entre suas principais dramaturgias, destacam-se Sinfonia Sonho (2011), Primavera Leste (2012), Maravilhoso (2013), O narrador (2014), Inquérito (2015), Os sonhadores (2016) e Janis (2017). Por seu trabalho, foi indicado – como diretor, dramaturgo e curador – aos principais prêmios de teatro do Rio de Janeiro: Shell, Cesgranrio, APTR e Questão de Crítica.
• Prazo para postagem:
Veja também