O Menino Que Virou Caramujo

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Num de seus poemas, Manoel de Barros afirma que “poesia é a infância da língua”. Noutro, que “as coisas que não têm nome são mais pronunciadas por crianças”. A meninice, como se sabe, foi um dos temas mais marcantes na obra do poeta mato-grossense, um dos mais importantes autores brasileiros de todos os tempos. Como teria sido, porém, sua própria infância?

É este o mote de O menino que virou caramujo, livro que mergulha no universo de insetos e pássaros, flores e árvores, liberdade e fabulação para buscar a trama de "insignificâncias" que deu origem à veia poética do menino Manoel. No fundo do quintal, perdido na exuberância de um mundo microscópico de asas e folhas, o garoto apreende a exuberância onírica de borboletas e dálias, insetos e ipês. A descoberta de que rio é, para alguns, enseada, e que olhar de pássaro é diferente de olhar de cidade. O recital de vaga-lumes e a intimidade com lesmas e ninhos.
Na toada de quem se quer abridor de amanheceres, os versos de Alexandre Azevedo dialogam com os poemas do próprio Manoel de Barros, enquanto as ilustrações de Graça Lima, delicadíssimas, engendram a atmosfera de sonho que dá contornos aos sustos da natureza.

Com isso, O menino que virou caramujo escancara um quintal repleto de mistérios e de convites à traquinagem e ao sonho, estimulando os pequenos leitores a abrirem os olhos para o universo caudaloso do poeta – seja o dos poemas, seja o da vida à beira-rio, em contato com um Brasil de mato e de pé no chão. Não à toa, a ideia desse livro nasceu da memória de uma conversa que Alexandre Azevedo teve com o próprio Manoel de Barros, há muitos anos. O tema dessa prosa? O mesmo de quando as rãs conversam com águas e as aves, com as pedras: poesia, claro.
 

 
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