Amok – cabeça, tronco e membros

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Benett tem o receio de ser um artista reconhecido por um único personagem. Mas pode ser inevitável. Amok, que sofre com a felicidade alheia e prefere brincar de ‘cemiterinho’ ao invés de casinha, sempre pode dispor de sua serra elétrica caso o autor insista em outro personagem tão carismático quanto ele.

O livro “Amok – cabeça, tronco e membros” traz para o leitor reflexões sobre a vida, a morte, a família, o amor e a felicidade. Já para a sociedade do individualismo, do imediatismo e da cultura de massas, Amok destila seu ódio do mundo. Para os amiguinhos reserva brincadeiras mórbidas e sua forma peculiar de demonstrar amor. No entanto, entre serras elétricas, facas e fogueiras é impossível não rir do seu sarcasmo. Como Fernando Gonsales escreve no prefácio, “o traço gentil e o texto elegante de Benett transformam qualquer psicopata em algo suave”.

O Amok é caso de polícia, mas Benett garante que não é autobiográfico: “algumas características dele são, sim, autobiográficas e outras nem tanto. Por exemplo, assim como o Amok, eu adoro molho pesto. Mas ao contrário dele, nunca tive vontade de comer cérebros”, conta no texto de apresentação do livro.

As tirinhas são produzidas desde 2007, mas a maioria foi desenhada exclusivamente para o livro. Algumas já foram vistas no jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, onde ele publica diariamente. Além disso, Benett é também cartunista da Folha de S.Paulo e já publicou o livro “Benett apavora!”, pela Juruá Editora (2007).

Cristovão Tezza, que assina a quarta capa da obra, apresenta Benett como “um artista raro que não tem medo de seus temas, como se comprova nas tiras exemplares de Amok. Abrem-se grandes e densas perguntas – Deus, a morte, a solidão, o terror – que ele, desconcertante, põe a nu em três linhas e duas palavras. É um adulto que reaprende a infância sem o manto da censura”.
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