Xondaro , Vitor Flynn Paciornik

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A vida dos guarani mudou radicalmente depois da chegada dos europeus, mas pouca gente percebe que esse povo ainda está aqui, resistindo ao avanço da cultura dos juruá, preservando seus costumes e seu idioma e tentando viver segundo suas tradições ancestrais — inclusive dentro da maior metrópole brasileira.
Hoje, os Guarani lutam pela conclusão da demarcação de suas terras na zona norte e na zona sul da cidade de São Paulo. A situação é caótica. Mais de dois mil indígenas vivem esmagados em pequenas áreas nas regiões do Jaraguá e de Parelheiros. Depois de muitos anos de paciência, os Guarani — povo tido como calmo e cauteloso — perceberam que precisavam mudar suas estratégias de luta. Iniciaram, assim, uma nova página em sua longa história de resistência, misturando a sabedoria dos mais velhos e os ensinamentos de Nhanderu Tenonde, sua maior divindade, com a energia e a valentia das lideranças mais jovens.
Para mostrar que existem, os Guarani irromperam o asfalto. Em setembro de 2013, pararam o trânsito da Rodovia dos Bandeirantes, estrada com o nome dos assassinos de índios que cortou ao meio a aldeia do Jaraguá — menor terra indígena do país. Na época, começava a tramitar pelo Congresso Nacional a pec 215, Proposta de Emenda à Constituição que pretende dar aos parlamentares a palavra final sobre a demarcação de novas terras — o que contraria as reivindicações das etnias brasileiras.
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