1 de setembro de 2009

Susan Sontag na intimidade

2Quando morreu, em 2004, a escritora americana Susan Sontag deixou em seu apartamento uma coleção de cem cadernos, em que começou a escrever diários ainda adolescente, aos 14 anos, e muito antes de vir a se tornar uma das vozes mais importantes dos Estados Unidos. Alguns anos depois de sua morte, o único filho da escritora, David Rieff, selecionou passagens do tesouro deixado pela mãe dentro de um armário na cobertura no Chelsea, Nova York, e editou Reborn, Diários, na tradução para o português, que a Companhia das Letras acaba de lançar.

O livro abrange o período da vida de Susan entre 1947 e 1963. No prefácio, o filho e editor Daniel Rieff diz: “Estes diários são reais e, ao lê-los, quero gritar: ‘Não faça isso’ ou ‘Não seja tão severa consigo mesma’ (...) Mas claro que cheguei tarde demais: a peça já foi encenada e o seu protagonista já partiu”. Leia mais sobre o livro no blog de Helena Celestino.

Susan Sontag travou (e venceu) duas batalhas contra o câncer – a fotógrafa Annie Leibovitz, com quem a escritora era casada, registrou a doença de Susan em suas fotos e as publicou no livro A Photographer’s Life, não editado em português. Mas não resistiu à leucemia e morreu em Nova York, em dezembro de 2004, aos 71 anos. No dia seguinte à morte da escritora, o teatrólogo Gerald Thomas lembrou a época em que conheceu e frequentou Susan, sua então vizinha em Chelsea.  

Susan Sontag publicou vários livros, entre eles, A vontade radicalAssim vivemos agoraO BenfeitorContra a Interpretação e Na América, pelo qual recebeu em 2000 um dos mais importantes prêmios do seu país, o National Book Award. Publicou artigos em revistas como The New Yorker e The New York Review of Books e no jornal New York Times. Foi uma das grandes críticas da ação americana no Iraque e num de seus últimos artigos, publicado em maio de 2004 no New York Times, afirmou : "a história recordará a Guerra do Iraque pelas fotografias e vídeos das torturas cometidas pelos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib".

Diários, de Susan Sontag, tradução Rubens Figueiredo. Companhia das Letras. R$ 51,00.


Promoção: Ganhe um livro de Clarice Lispector

3 “Eu não sou uma profissional. Eu só escrevo quando eu quero. Eu sou uma amadora e faço questão de continuar sendo uma amadora”. Esta é uma das várias ótimas respostas que a escritora Clarice Lispector dá ao jornalista Junio Lerner, numa entrevista exibida na TV Cultura  em 1977, que seria a última da escritora à emissora. Clarice morreria naquele mesmo ano, poucos meses depois. Estão no vídeo as declarações precisas da escritora, sua definição sobre sua personalidade – “sou tímida e ousada” – os gestos característicos, a bolsa sempre ao lado do corpo, o cigarro aceso, numa época em que fumar não era politicamente incorreto. Vale assistir. E vale também participar da promoção da Blooks Livraria e da Editora Rocco. Na compra de dois livros de Clarice Lispector, que estão sendo reeditados pela Rocco, você ganha um exemplar de A Hora da Estrela. As obras de Clarice ganharam novo design de capa e já estão na livraria. Conheça mais sobre a escritora e seus livros no site da Rocco.

A Hora da Estrela, o filme

Inspirado no livro de Clarice Lispector, A Hora da Estrela foi levado ao cinema por Suzana Amaral, em 1985, com Marcélia Cartaxo no papel de Macabéia. Por sua atuação, ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Berlim, naquele ano. Assista ao trailer:

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Dica da Blooks: Livro de Ruth

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Não estamos falando de um dos livros mais antigos do Antigo Testamento, mas da biografia da ex-primeira dama Ruth Cardoso, lançado agora, pouco mais de um ano depois de sua morte. Escrito pela cientista social Margarida Cintra Gordinho, que foi aluna dela, o livro traça a trajetória de Ruth Cardoso, a dedicação às causas sociais, a militância acadêmica epolítica. Está dividido em três capítulos: 'Uma mulher', ‘Lições de Vida’, e “Bom Combate’, que lembra a iniciativa da então primeira dama na criação da Comunidade Solidária. Há depoimentos de personalidades, políticos e do marido, Fernando Henrique Cardoso, de quem Ruth foi colega de faculdade.

Livro de Ruth, de Margarida Cintra Gordinho. Imprensa Oficial e Fecap. R$ 50,00


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